O que aconteceu hoje, quando voltei pra casa e não consegui ir a tempo na casa da minha tia jantar.
Pai: "Onde você estava, que já está tão tarde?"
Eu: "Não está tarde. São ainda 21:00"
[Ele ficou puto]
Pai: "Onde você estava?"
Eu: "Eu estava no Shoppinh Eldorado."
Pai: "Com quem você estava?"
Eu: "Eu estava com o Daniel."
Pai: "EU JÁ NÃO FALEI QUE NÃO QUERO VOCÊ COM ELE??"
Eu: "Hoje foi a premiação do torneio de xadrez, atrasou uma hora, e por isso cheguei com uma hora de atraso também."
Pai: "Você ainda tem Deus no coração??"
Eu: "Tenho."
Pai: "ENTÃO O QUE 2 CORÍNTIOS DIZ??" [que o crente e o descrente não podem carregar o mesmo fardo, não podem andar juntos]
Pai: "Olha o que acontece com as pessoas que não escutam os pais: lembra da filha da dona Hsiao?"
Eu: "Lembro."
Pai: "Ela ia casar com um rapaz, mas os pais foram contra. E o que aconteceu? O marido dela morreu."
Eu: "Mas isso não tem nada a ver. Não foi ela que morreu, e sim o marido dela."
Pai: "Há dois anos eu não tenho sossego, há dois anos a nossa casa está atormentada por causa de você."
Eu: "Há dois anos eu também não tenho sossego." (eu estou ficando doente por isso, mas não associam nada a isso, estão pouco se lixando)
Pai: "Olha a filha da dona Peng. O pai dela falou pra ela não andar mais com o namorado porque ele era muito dependente da mãe, e ela não andou mais com ele. Olha como a filha dos outros é obediente. E você, olha como você é rebelde!! E eu que costumava me orgulhar de você, dixzendo pros irmãos como você amava o Senhor."
Eu: "Nunca fique se gabando, não diga que eu sou exemplar."
Pai: "É, por isso mesmo pedi perdão a Deus por eu ter me gabado de você."
Pai: "Eu estou brigando com o diabo que está atrás de você e o diabo que está atrás do seu namorado. Desde que vocês começaram andar junto, nem eu nem sua mãe tivemos sossego, estamos há dois anos sendo atormentados. Sabia que é o diabo que atormenta as pessoas?"
[Eu tive vontade de responder que só são atormentados porque eles querem. Mas achei que seria demais pro meu pai, então deixei quieto.]
Pai: "Você é pior que a sua irmã!"
Eu: "É mesmo?"
Pai: "É, pelo menos ela escutava."
[Acho que eles se esqueceram da guerra fria que tinha entre eles.]
Eu: "Você está com medo que Deus me mate?"
Pai: "Não, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Olha, você está ficando doente gradativamente. Isso é sinal de que Deus está falando."
[Eu acho que não. Acho que é consequência de 2 anos de opressão]
************************************************************************************
Depois do sermão do pai, o da mãe. Foi mais light, mas não deixou de ser chato:
Mãe: "Puxa..... como você mudou. Não é mais aquela pessoa que acorda de manhã e ora, lê a Bíblia...."
[Tive vontade de responder que o ambiente que rodeia uma pessoa acaba mudando ela, pra bem ou pra mal.]
Mãe: "Sabe, o seu tio disse que o queixo que o seu namorado tem é uma doença genética. E ficou muito decepcionado ao saber que você está com uma pessoa assim."
[Também, devem ter falado tão mal do Daniel...]
Mãe: "Eu oro, oro e não sinto paz de você estar andando com esse rapaz (o Daniel). Não sinto paz de jeito nenhum."
E voltou naquela velha história de que pra terminar, eu não devo responder mais a nehuma mensagem ou telefonema do meu namorado. E eu encerrei a conversa por aqui. E ela ainda disse ressentida que não dá pra conversar comigo. Também, não sabem negociar, só sabem impor.
Como vocês podem ver, não estou conseguindo conversar mais com os meus pais porque falamos línguas diferentes. Eles querem falar tudo pelo lado espiritual, e eu acho que não é bem assim que funcionam as coisas. Influência do namorado? Pode ser. Mas sem contar que eu mesma vejo coisas que às vezes fogem do padrão. E eu começo a me perguntar sobre certas coisas.
Querem que eu termine com o meu namorado a todo custo.
E minha mãe não gostou que eu negociei com ela de voltar pra casa pra jantar, dia sim, dia não. Ou seja: tem que ser do jeito deles ou não tem conversa. Mas eu disse que é mormal eu ter que dividir o meu tempo pra várias coisas.
Por isso o meu pai ficou puto comigo porque acha que eu não respeito mais eles. Acha que eu ignoro o que eles falam. Ele está muito enganado. Se for assim, eu já teria fugido de casa faz tempo.
Eu quero direito de defesa: eu não ignoro, por isso sofro tanto. Mas também luto por o que faz sentido pra mim. Isso é uma coisa que não consegui falar, não posso falar, porque pra eles, eu não tenho direito. A minha vontade deve ser a de Deus.
E o meu pai repetiu a mesma história: "Deus me deu autoridade pra cuidar de você".
Repito: Quando nada mais fizer sentido, eu me mato.
Boa noite.



1 Comments:
muitas coisas não fazem sentido e nem por isso as pessoas desistem da vida...
talvez um dia vc aceite tudo isso. talvez continue sem fazer sentido nenhum, mas com o tempo vc pode começar a aceitar melhor...só não desista tão cedo.
depois de ter passado por algumas estórias complicadas ainda estou aqui ^^ espero q depois de um tempo vc consiga lembrar disto tudo sem muita tristeza no coração...
teve bolo de aniversário? =]
beijo e se cuida!
Postar um comentário
<< Home