Sinceramente... pensei que eu havia me saído bem em superar a dor do pé na bunda, mas... parece que eu me enganei... ainda estou sangrando por dentro, e apenas me anestesiei um pouco... Vou explicar o por quê:
Como amanhã é aniversário da minha Mê (parabéns, Lis!!) fui pra igreja deles entregar o presente dela. É, ele está gostando dela agora, mas eu não vejo motivos pra eu ficar "de mal" dela só por isso, né? Primeiro porque seria infantil demais da minha parte, e segundo porque uma coisa não tem nada a ver com outra. Se eu já fiz questão de comparecer ao batismo dela, por quê eu deixaria de dar o presente de aniversário dela, não é mesmo?
Pra falar a verdade, fiquei com um pouco de medo de ir lá hoje. Não sabia qual seria a minha reação ao vê-lo. Mas fui mesmo assim. Para a minha sorte, a Lis foi a primeira pessoa que vi, lá na entrada. Fui lá, dei o presente e tal, e de quebra, conheci uma menina super simpática chamada Jellin, que é também uma "irmã" da Lis. Era o horário do almoço e o pessoal resolveu ir para o Habib's almoçar. Fui lá também pra conversar com eles.
Foi MUITO legal, damos muitas boas risadas, e ficamos lá até as 15:00 (também, o garçom e os pedidos demoraram um pouco, hehehe).
Daí a Lis teve que voltar pra casa porque ela tinha que estudar, e é claro, ele foi acompanhá-la até em casa (eu não esperava pela pontada no peito que senti nessa hora). Então voltamos eu e um amigo dele pra igreja, e fiquei conversando com o pessoal que estava esperando dar 17:00 para ir jogar bola na quadra. Dentre eles, havia duas das raras pessoas que sabiam do pé na bunda que levei, e que ficaram conversando comigo até a hora em que tive de ir embora (Muito Obrigada pras duas! Vocês são uns anjos!)
Vou abrir um espaço à parte aqui:
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Você disse que eu não precisava pedir desculpas, João, mas vejo que a culpa foi toda minha. Foi culpa minha não ter superado os meus medos a tempo, fazendo com que você, na pressa, perdesse as esperanças numa mal-resolvida como eu. Eu havia deixado bem claro que eu tava a fim de curtir essa amizade colorida, porque namoro começa a envolver família, e aí estraga tudo (tá sentindo isso na pele?). Você tem toda a razão de me dar um pé na bunda porque não quer perder tempo numa coisa que não tem futuro. Amizade colorida...pff...isso chega a lugar nenhum, não é mesmo?
Mas os meus medos não são sem razão (já repeti tantas vezes... será que você entendeu MESMO?). Primeiro o meu pai: "Não me importo se você arranjar um namorado, mas se um dia você tiver, não me deixe ficar sabendo!" O que você acha? Motivador, não é mesmo? Segundo, eu TENHO medo sim da sua família. Vocês têm uma relação muito complicada, eu sei. Sei que você vive emburrado com seus pais, etc. É normal que eu, levando em consideração a possibilidade de um dia vir a ser a sua namorada, comecei a ponderar sobre a minha possível relação com eles também. Se com o filho já é uma relação difícil assim, imagine o que não seria com uma pessoa de fora?? Tive a impressão de estar vendo a história da minha mãe se repetir de novo, então não é pra menos que eu recue uns passos. A minha mãe teve a fibra de sofrer umas boas na família do meu pai, mas não sei se EU tenho essa fibra, entende? Qualquer pessoa vai ter receio se não for bem aceito pela família do outro. Não foi à toa que fiz de TUDO pra que você se sentisse "em casa" com os meus pais e os meus irmãos. Você foi sempre muito bem visto aqui em casa. Já eu, essa porcaria de covarde que sou, não tive a coragem de fazer o mesmo com a sua família. Então veja bem: você não perdeu nada em me dar um pé, concorda?
Não sei que cara eu tenho pra olhar pra você, porque eu me lembro do quanto você foi legal comigo, me apoiou pra caramba naquela época quando o Charles foi assassinado, cuidou muito bem de mim quando a gente foi pro acampa em 2002, etc... Olha... MIL desculpas e MIL obrigadas minhas não são suficientes pra cobrir esses 7 anos.
Suponho que você fez uma decisão muito difícil ao escolher me largar e partir pra outra, não? Mas agora não volte atrás. Cuide bem da Lis, não deixe ela sofrer assim, tá bem?
Já tomei tanto no copo, que eu VOU superar mais essa. Já catei os caquinhos do coração, e agora ele está em fase de cicatrização. Por isso que ainda sangra e dói. Mas nem se incomode com isso. Apenas seja feliz, ok? Se Deus achou que assim seria melhor pra gente, que a vontade Dele seja feita.
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Voltando ao assunto principal, quando eu cheguei em casa é que percebi o quanto eu estava doendo por dentro. NOSSA, como doía! As risadas que eu dei hoje, as piadinhas, etc. foram nada mais do que uma forma de eu me anestesiar... ah, essa é a dura realidade... eu tô usando uma máscara alegre, cobrindo os machucados... é muito masoquismo, não? Rs rs
Definitivamente, a crua realidade...
Hoje na reunião estávamos falando em permanecer no Espírito e crucificar a nossa vida da carne, para poder glorificar a Deus. Eu tô me engalfinhando comigo mesma, porque falar é fácil, mas fazer é MUITO DIFÍCIL!!
Por um lado eu agradeço a Deus, porque eu sei que um dia eu vou olhar pra trás e ver que o que estou passando agora foi bom pra mim. Por outro lado, essas lembranças dos 7 anos ficam vindo à tona, e eu fico tentando não pensar nelas... complicado, complicado...
Mas olha... a grande sacada dessa história é aprender a se adaptar às novas condições que a vida impõe. Eu tô me sentindo meio perdida no vácuo ainda, mas isso vai passar... Obrigada pelo apoio e paciência de todos vocês! *reverência*



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