Quinto dia: 10/01 - Partimos de Ilan para Hualien
> Visitamos o Taroko National Park, um ponto turístico muito famoso de Taiwan por suas formações de mármore e nascente e desaguadouro de lençóis freáticos.
O caminho pelo qual os carros passeiam neste parque é MUITO estreito, mas a vista é fantástica: olhando para baixo tem rio de água azulzinha, azulzinha (deve ser algum resíduo orgânico), olhando para cima tem paredões rochosos te rodeando.
> Fomos para uma área desse parque chamado "A Caverna das 9 Curvas". Esse trecho foi percorrido a pé, passamos por mais de nove túneis, a maioria bem escuro. Foi engraçado porque os monitores ficaram fazendo cara séria, contando histórias de assombração para assustar a gente.
> A região de Hualien é um grande produtor de fruto-do-conde. Cada fruta ENORME! E MUITO doce! *ai, que saudades!*
> À noite, chegamos a um outro hotel, e a "rotina noturna" se repete: uma parte vai passear, outra parte fica no hotel, e etc...
Sexto dia: 11/01 - De Hualien a Zhi Pen
> Fomos ver as paisagens bem características da costa leste de Taiwan, uma foi "A Caverna dos 8 Budas", e a outra foi o Sansendai.
> A visita à "Caverna dos 8 Budas" é basicamente uma trilha por uma montanha que tem formações de cavernas rasas. Essas cavernas rasas foram transformados em lugar de cultuar budas, e a montanha por si já foi tomada por monges, e já construíram um pagode nela há algum tempo.
Para dar a volta nessa montanha levou 1h, mas valeu a pena. Lá de cima tinha uma vista espetacular da praia (rochosa!).
> O Sansendai é mais espetacular ainda! Há uma ilha lá que foi disputada no passado e foi dividida em duas partes literalmente (olha que curioso!). Construíram mais ou menos recentemente uma ponte com o design de 8 curva-parábolas (dá pra imaginar, né?) que liga a costa com a ilha.
Na ponte, o vento é MUITO forte. Quem tem cabelo comprido, vai tudo na cara. Até eu que estava de rabo-de-cavalo fiquei comendo o próprio cabelo, haha...
Na ilha, a praiazinha que tem lá é feita inteira de caco de concha e pedacinhos de esqueleto de corais. Há também um caminhozinho forrado de madeira que permite olhar as duas metades da ilha mais de perto.
Devo confessar que a experiência de andar por esses caminhozinho foi o que me marcou nessa viagem: dos dois lados havia grama bem alta; o caminhozinho solitário, se estendendo na frente, ora parecendo infinitamente longo, ora com uma curva láá no final; o vento uivando bem ao lado do ouvido, batendo na cara, jogando o cabelo pra trás.......sensação de liberdade, talvez? Só sei que foi impressionante!
> Chegamos em Zhi Pen à noite. Zhi Pen é conhecido pelos termas naturais de água quente. Estava planejado para ficarmos num hotel que tinha esse tipo de termas, só que... estava em reforma (que sorte, hein? -_-'...) Aí... as águas quentes de Zhi Pen só ficou na teoria mesmo.....
> Porém, o dia seguinte seria mais "adrenalizante" ainda......
Sétimo dia: 12/01 - De Zhi Pen a Taitung
> Passeio de bicicleta!! Isso mesmo, passeio de bike para observar plantações agrícolas bem típicas do meio rural , (rizicultura, etc...). Paisagens fantásticas também, 12Km ao todo, subidas descidas... Infelizmente, como acontece em toda a excursão, duas pessoas deram um capote de bike e se machucaram (estavam "correndo" numa descida, pudera...)
> Depois visitamos uma indústria de chás. Foi-nos explicado como se colhia o chá (tinha que ser as folhas mais novas), como se fazia a secagem, a fermentação, os testes.... tudo, até o chá ser distribuído no mercado. Daí, fomos a uma loja especializada em produtos derivados de chá: compotas, motis, muitos tipos de chá, chocolates com sabor de chá (que aliás é muito bom também!), enfim... mas o melhor mesmo foi um moti sabor chá verde, recheado com feijão azuki, coberto com gergelim. Esse eu trago na próxima viagem que eu fizer! (Dá pra ver que eu AMO moti...=p)
> A nossa estadia à noite foi numa chácara, onde teve atividades noturnas bem legais: fizemos balões (parecidos com os da festa junina), batemos arroz moti até virar a pasta de moti (e depos comemos, ninguém ficou com dor de barriga =p), tivemos um jantar-banquete, assistimos a apresentações de danças típicas do grupo de aborígenes da região e soltamos os balões no final, fechando com chave de ouro as atividades noturnas.
Nota: A tradição do balão é mandar votos, desejos e bênçãos para os céus, na expectativa que eles se realizem. (o irônico é que depois todas elas irão cair, hehe)
> E rumamos em direção ao Sul de Taiwan no dia seguinte....



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