sexta-feira, dezembro 26, 2003

Aqui estou novamente, fazendo uma pausa na temporada de férias (meio sofridas) no Guarujá. Depois de amanhã vou pra lá de novo.... *suspiro*
Nesse primeiros três dias em que estive lá, passei por UMA coisa em especial, do qual acho que não gostaria de passar de novo tão cedo. E por essa coisa, experimentei uma pontinhazinha do que é cuidar de um filho. Nem tenho palavras para dizer o quanto estou.... como diria... traumatizada...? É, como não sei definir, vamos chamar esse sentimento de "trauma".
Antes de vocês pensarem qualquer coisa, vou me adiantando: cuidei do meu primo de 1 ano.
Como não vou lavar roupa suja aqui no blog, só digo uma coisa, o resto, quem conseguir entender, entendeu; quem nãoo, fica assim mesmo. O que eu digo é: os pais desse priminho se divorciaram há pouco tempo, e não são desses que afirmam manter "amizade" mesmo depois de divorciados. Ok. Pára por aí­.
Imagine cuidar de um pequenininho assim: gripado, sem poder sair de casa, passando o dia inteiro correndo nos mesmos lugares (sala e quarto). E você, com muita dó do seu pai e da sua vó, igualmente cansados, se oferece para cuidar do menininho, que corre pra lá e pra cá, ameaçando a levar um tombo a qualquer hora, que dorme extremamente tarde, que fica querendo sair pra sacada mas o pai não deixa porque tá gripado e não pode tomar vento.
Experiência única, eu lhes garanto.
Resultado: corpo inteiro doendo, especialmente os braços, as costas, e as pernas.
E você fica se indagando: por quê a teimosia do tio em levar o pequenininho pra praia? Por quê ele não acreditou quando a ex-mulher dele disse que o pequenininho estava gripado? Por quê que ele não enxerga que foi um aborrecimento muito grande, tanto pra nossa famí­lia quanto para o dela?
E depois você reflete: Imagine, pra cuidar por três dias de um nenê que nem é meu filho, revezando, já estou assim, no limite, acho que não vou ter filhos MESMO! É uma cruz que eu não estou pronta pra carregar MESMO!
Será que gosto de criança? Acho que na verdade, nem tanto. O que move é o sentimento de dó.
Será que sou uma sem-coração, então? Quem sabe sim, quem sabe, não.......
Mas deixe-me ver o lado bom das coisas:
-A minha irmã e a minha tia também ajudaram enquanto eu disse que não agüentava mais.
- O meu tio não foi grosso comigo, ao contrário, me tratou muito bem. (também, não vamos acordar a fera! háháhá!)
- Quando eu voltar de novo, não teremos de passar pelas mesmas coisas porque o pequenininho já vai ter voltado pra SP pra passar o Ano Novo com a mãe dele.
- Conseguimos, eu e minha mãe, terminar de traduzir as duas mensagens do devocional pro mês que vem, mesmo eu estando de saco cheio de tudo.
Então... conclusão final: reconheço o meu lado fútil e desnaturada, mas não deixo de agradecer a Deus, porque mesmo que haja tanta coisa que eu não goste de passar, as coisas podiam ser bem piores, se não fosse por Ele. (Senão como poderia ver o lado bom das coisas, não?)
P.s: Mas ainda refuto a idéia de casar e ter filhos.... -_-'